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O interesse se dava pelo fato de a região estar às margens do Mar Negro. A Rússia, no entanto, flertava com o fato de adquirir novamente a região da Crimeia. O Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares seria a garantia de independência da região. No acordo, inclusive, o governo ucraniano abriu mão de seu arsenal nuclear, o terceiro maior do mundo. O temor com a situação das tensões que ali existiam apavoravam os ucranianos. O trabalho de conter a efusiva nação era da Ucrânia, enquanto as crises eram contornadas através de acordos com o governo russo. A autonomia da região, entretanto, só foi restaurada em 1991, último ano da URSS e o término da Guerra Fria. A Crimeia é uma península que pertence à Ucrância, atualmente.
{As ações do período repercutem até hoje na região e têm gerado uma escalada na tensão entre Rússia e Ucrânia. As disputas territoriais tão presentes na atual Crimeia tiveram início já no século XV, após o estabelecimento do Canato da Crimeia pelos tártaros e, mais tarde, com a chegada do Império Otomano à região. No século X da era atual, o Reino de Kiev dominou a região, mas logo perdeu sua soberania para outros povos. Atualmente a população russa equivale a 68% dos moradores da região, ucranianos são aproximadamente 16% e os tártaros, 10,6%. Os russos, quase uma década antes da ocupação promovida em 2014, formavam cerca de 60% da população da península. O nome atual é derivado dos tártaros, grupo étnico de origem turca que chegou àquela região por volta do século XIII, formando posteriormente o Canato da Crimeia. Essa península fica no mar Negro e se tornou centro de uma grande disputa geopolítica atual.}